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Segurança Doméstica

Acidentes: previna


Acidentes: previna

O lugar mais seguro para a criança é dentro de casa, certo? Nem sempre. Os móveis, produtos de limpeza, escadas, piscina e até mesmo um simples balde podem se tornar extremamente perigosos se os pais não tomarem algumas medidas de segurança.

"Aproximadamente 13% das mortes, na infância, são causadas por acidentes domésticos, que poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção", adverte Fabiana Kuriki, coordenadora de comunicação da ONG Criança Segura, fundada nos Estados Unidos, em 1987, pelo cirurgião pediatra Martin Eichelberger.

"O Dr. Martin percebia que todos os dias cuidava de crianças com sérias lesões, que resultavam em morte. Depois da criação da ONG, diminuiu em 40% o índice de acidentes com crianças nos Estados Unidos. No Brasil, onde estamos desde 2001, não temos esta estatística, mas a meta é seguir o mesmo caminho", diz Fabiana.

Os acidentes mais comuns são afogamento, atropelamento e os de carro. Já entre crianças com até três anos de idade estão o sufocamento e o afogamento. Segundo o Ministério da Saúde, em 2003, no Brasil, foram registradas 1617 mortes por afogamento e 810 por sufocação.

"A casa e o carro devem ser adaptados à criança e não o contrário. A supervisão do adulto também é fundamental. Não adianta apenas ensinar a não ficar perto do fogo ou a não mexer em produtos de limpeza. Isso não vai resolver. Até os cinco anos, ela não tem capacidade de compreender o risco que tais objetos oferecem e acaba interagindo de forma inadequada com eles", adverte Fabiana. "Da mesma forma, não adianta proteger a criança de um acidente em casa, se ela não está presa ao cinto de segurança adequado quando anda de carro", completa.

Criança segura nas escolas

"A Criança Segura desenvolve um programa em alguns lugares do país. Se não podemos ir às escolas, mandamos material informativo", diz Fabiana.

Em casa, os pais devem orientar babás e avós sobre os perigos existentes. Nas escolas e creches, os cuidados devem ser os mesmos. "É um mito os adultos acharem que quando estão por perto os riscos de acidentes diminuem. Eles sempre devem estar atentos, em qualquer situação. Não queremos que a criança viva enjaulada. Correr, levar um tombo, é normal. Mas existem acidentes sérios que podem ser evitados", afirma Fabiana.

Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos comprovou que 90% dos acidentes poderiam ser prevenidos. Para isso, basta os pais tomarem algumas medidas bem simples, como estas abaixo.

Afogamento

Apenas 2,5 cm de água são suficientes para a criança se afogar. Pode acontecer em piscinas infantis e mesmo dentro de baldes, vasos, etc. Portanto:
não deixe seu filho sozinho próximo da água, mesmo em banheiras;
mantenha a tampa do vaso sanitário fechada, se possível com algum dispositivo de segurança, ou a porta do banheiro trancada;
mantenha vazios baldes e piscinas infláveis;
na praia ou piscina, o colete salva-vidas ou a boia devem ser obrigatórios, mesmo para crianças que sabem nadar;
coloque cercas de isolamento nos quatro lados da piscina, com, pelo menos, 1,5 m de altura, equipadas com portões com fechamento e trava próprios.

Intoxicação

Em 71% dos casos acontecem com crianças de até quatro anos. Isso porque, nesta idade, elas levam tudo à boca e sofrem consequências mais sérias por terem um organismo menos capaz de lidar com toxinas químicas. Portanto:

- guarde produtos de limpeza, pesticidas, cosméticos e remédios fora de alcance, em armários e gavetas trancados;
- não deixe que seu filho brinque com produtos cosméticos. Muitas vezes parecem inofensivos, mas não são;
- tranque o banheiro ou guarde os produtos de higiene e cosméticos em lugar seguro;
- não coloque qualquer produto químico em outra embalagem que não a sua original, pois poderá ser confundido com algum que não oferece risco;
- não chame um medicamento de doce. A criança pode achar que o remédio não é perigoso;
- jogue fora os medicamentos com data vencida;
- mantenha limpos os quintais e terrenos baldios, não deixando acumular lixo doméstico ou entulho. Aranhas e escorpiões costumam se abrigar embaixo de pedras, tijolos e madeira velha;
- instale telas nas janelas; vede ralos de pia, tanque e chão;
- coloque o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de baratas, moscas e outros tipos de animais;
- não deixe a criança descalça.

Quedas

Janelas, escadas, varandas, beliches, lajes das casas ou bicicletas podem oferecer perigo. Portanto:

- não deixe o bebê sozinho em mesas, camas, berços ou outros móveis de onde ele possa cair. Quando debruça, o peso de sua cabeça é maior que o do corpo, provocando a queda;
- mantenha sempre uma das mãos no bebê durante a troca de fraldas;
- não coloque móveis ou o berço próximos a janelas e sacadas;
- instale telas de proteção nas janelas e sacadas;
- use grades seguras no topo e nos pés das escadas; 
- crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se necessário, coloque suportes - para protegê-las de quedas ou faça com que durmam na cama de baixo;
- proíba brincadeiras nas lajes das casas. As quedas, nestes casos, são quase sempre fatais por consequência de traumatismos cranianos;
- andar de bicicleta só utilizando capacete.

Queimadura

As mais atingidas são as crianças com até quatro anos. A vigilância deve ser permanente. Portanto:

- mantenha seu filho longe do fogão, de ferros elétricos e lareiras;
- não o deixe soltar pipa próximo a fios e postes de eletricidade;
- proteja as tomadas e isole os fios elétricos;
- evite toalhas de mesa com bordas salientes que possam ser puxadas. Ao puxá-las, elas podem derrubar - comida quente sobre o corpo;
- teste, com o cotovelo ou termômetro, a água do banho antes de colocar o bebê na banheira;
- guarde a garrafa de álcool em lugar de difícil acesso, de preferência trancado;
- não deixe cigarros acesos em cinzeiros.

Sufocação e engasgo

São as maiores causas de mortes por acidente em bebês de até um ano de idade. Acontece, principalmente, quando eles inalam conteúdo gástrico, isto é, vomitam ou regurgitam e acabam se sufocando com o próprio vômito. Já o engasgamento se dá com objetos ou alimentos, e o estrangulamento no próprio berço ou cama. Portanto:

- não deixe a criança colocar sacos plásticos na cabeça ou bolas de látex na boca;
- mantenha seu filho longe do pó ou fumaça de cigarro;
- fique sempre atenta para que ele não encubra o rosto com lençol, travesseiro, roupa, paninhos, fralda ou bonecos que ficam soltos no berço. Podem, ainda, prender a cabeça nas grades do berço;
- qualquer pequeno objeto pode representar um grande perigo, se o bebê colocá-lo no nariz, ouvido ou na boca;
- cuidado para seu filho não ficar preso em armários nem sozinho dentro de carros estacionados ou locais sem ventilação.

Armas de fogo

Uma criança de apenas três anos, por exemplo, é forte o suficiente para apertar um gatilho. Todo cuidado é pouco. Portanto:

- ensine a seu filho que arma de fogo não é brinquedo; 
- guarde as armas em local de difícil acesso, se possível trancadas, descarregadas e com a munição guardada em outro lugar, separado de onde está a arma. 

Brinquedos

Certifique-se de que sejam apropriados para a idade do seu filho e, de preferência, contenham o selo do Inmetro. Portanto:

- evite aqueles que produzam sons muito altos ou constantes, pois podem prejudicar a audição das crianças;
- os que têm correntes, tiras e cordas, com mais de 15 cm, podem representar perigo de estrangulamento;
- esqueça aqueles com elementos de aquecimento, baterias e tomadas elétricas, para crianças com menos de oito anos. Podem causar queimaduras;
- velocípedes não devem ser usados próximo às escadas, piscina, lago ou local de trânsito de veículos automotores.

Playground ou parquinho

É fundamental a criança estar sempre supervisionada por um adulto. Portanto:

- verifique o estado de conservação dos brinquedos; se estão quebrados ou enferrujados;
o piso deve ser macio, como grama ou areia;
- fique sempre atenta para seu filho não se perder;
- só o deixe ir aos brinquedos adequados a sua idade ou tamanho;
- evite brincadeiras grosseiras, como empurrar ou dar encontrões;
- veja se os brinquedos têm equipamentos adequados e estão em ambiente seguro.

No carro

A maioria das lesões em crianças acontece porque elas são transportadas soltas no carro. Testes de colisão mostram que, num acidente com velocidade de 50 km/h, as crianças soltas são jogadas para frente com uma força 40 ou 50 vezes maior que o peso delas. Um bebê de 5,5 kg, viajando no colo, em uma colisão frontal, na velocidade de 40 km/h, alcançou, repentinamente, o peso de 110 kg. Seria impossível a mãe mantê-lo seguro nesta situação. Portanto:

- coloque as crianças de até dez anos sempre no banco de trás;
- as menores viajam sentadas em cadeirinhas de segurança, próprias para sua idade e tamanho;
- certifique-se que a cadeirinha esteja instalada corretamente no banco de trás, não podendo se mover mais do que 2 cm de cada lado;
- apenas crianças acima de 36 kg, ou com idade a partir de 10 anos, podem sentar diretamente no banco, - apenas com o cinto de segurança de três pontos. 

Outros cuidados com bebês

- evite colocá-los em colchões, sofás, poltronas ou qualquer outra superfície muito macia;
- na hora de dormir, afaste travesseiros, brinquedos, bichinhos de pelúcia, fraldas ou paninhos;
- os bebês devem ser cobertos somente até a altura do peito, com lençol ou manta, que estejam presos embaixo do colchão;
- retire a embalagem plástica do colchão;
- berços e camas de crianças devem ser colocados longe de janelas e cortinas;
- mantenha a temperatura do quarto em um nível confortável para o adulto e não cubra o bebê com muitas roupas e cobertores na hora de dormir;
- brinquedos de crianças maiores devem ser guardados separadamente daqueles usados pelas menores.

Atenção!
Essas e outras informações podem ser encontradas no site
 www.criancasegura.org.br

Por Lilian Luz

 

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